Usuários, equipes e permissões
Usuários, equipes e permissões definem quem acessa a Agilize, quais áreas cada pessoa consegue usar, quais registros aparecem para ela e como atendimentos, tarefas, oportunidades, suportes e relatórios são distribuídos ou supervisionados.
Use este guia para configurar acessos em https://my.agilize.app/user, https://my.agilize.app/team, https://my.agilize.app/teamOrg e https://my.agilize.app/permission/role.
Como os acessos se combinam
Na prática, revise sempre quatro camadas:
| Camada | O que controla |
|---|---|
| Usuário | Identidade, e-mail, senha, status ativo, foto, notificações e flags operacionais. |
| Função | Conjunto de permissões que libera ou bloqueia telas e ações. |
| Equipe de distribuição | Agrupamento usado na operação, distribuição, suporte e organização de responsáveis. |
| Equipe organizacional | Estrutura de times usada para escopo de dados, supervisão, relatórios e leitura por time/subtime. |
Regra central de escopo de dados
Para usuários não administradores, o acesso a registros não depende apenas da função. A função libera telas e ações; a equipe organizacional e a opção Registros próprios ajudam a definir quais dados aparecem dentro dessas telas.
Use esta regra prática:
| Situação | Resultado esperado |
|---|---|
| Usuário administrador | Acesso amplo. Use apenas para quem administra a estrutura da conta. |
| Usuário comum com Registros próprios | Vê principalmente registros atribuídos a ele nas áreas que respeitam escopo por responsável. |
| Supervisor/líder de equipe organizacional com Registros próprios | Pode acompanhar registros dos usuários da equipe e das subequipes, quando a área usa escopo por usuário/equipe. |
| Usuário sem equipe organizacional coerente | Pode ter dificuldade para enxergar dados de time, relatórios ou monitoramentos esperados. |
Essa lógica é especialmente importante para oportunidades, contatos, relatórios, monitoramentos, suporte, tarefas e demais cadastros que dependem de responsável ou usuário. Para aprofundar, veja Escopo de dados por equipe organizacional.
Antes de começar
Defina primeiro a política de acesso da operação:
- quem será administrador da conta;
- quais pessoas atuam como operadores, supervisores, gestores e administradores;
- quais módulos cada perfil precisa usar;
- quais equipes fazem sentido para distribuição operacional;
- qual hierarquia representa supervisores, regionais, células ou times;
- se operadores devem ver todos os registros ou apenas os próprios;
- quem poderá criar usuários, alterar funções e revisar permissões.
Evite criar usuários com acesso amplo durante a implantação. Comece pelo menor acesso suficiente, teste a rotina e amplie quando houver necessidade real.
Crie usuários com identidade individual
Cada pessoa deve ter seu próprio usuário. Evite contas compartilhadas, porque elas prejudicam auditoria, responsabilidade, notificações, distribuição e leitura de produtividade.
Campos principais:
| Campo | Como usar |
|---|---|
| Foto do perfil | Ajuda a identificar o usuário em atendimento, histórico, responsáveis e listas. |
| Nome | Use nome claro, preferencialmente nome e sobrenome. |
| Deve ser individual, válido e único. É usado para login e comunicação transacional. | |
| Senha | Deve seguir a política de senha forte da plataforma. |
| Função | Define as permissões de telas e ações para usuários não administradores. |
| Equipe organizacional | Vincula o usuário à hierarquia de gestão e relatórios. |
Ao criar ou editar usuários, tenha cuidado especial com e-mail e senha. A plataforma valida e-mail, evita duplicidade e protege campos sensíveis de autenticação.
Configure as flags operacionais do usuário
Além da função, o cadastro do usuário possui opções que mudam o comportamento operacional.
| Opção | Impacto |
|---|---|
| Administrador | Concede acesso amplo às áreas administrativas e ignora a maioria das restrições de função. Use com critério. |
| Registros próprios | Restringe a visualização aos registros atribuídos ao usuário. Quando o usuário supervisiona uma equipe organizacional, a leitura pode incluir usuários do time e das subequipes nas áreas que aplicam esse escopo. |
| Agente de Chat | Habilita atuação receptiva em chat/atendimento. Use para operadores que precisam receber conversas. |
| Usuário ativado | Controla se o usuário pode acessar a plataforma. Desative quando alguém sair da operação ou ficar temporariamente sem acesso. |
| Não receber transferências de conversa | Faz o usuário aparecer como indisponível para transferências manuais de conversa. Use em férias, afastamento ou função sem atendimento. |
| Habilitar ramal web | Quando disponível na conta, permite carregar ramal web associado ao usuário. Revise antes de usar junto com telefone IP ou aplicativo VoIP. |
Use Administrador apenas para quem realmente precisa alterar configuração, usuários, permissões, integrações, canais, funis e regras. Para gestores e líderes, prefira função bem configurada, vínculo como supervisor da equipe organizacional correta e acesso aos relatórios e telas necessárias.
Configure notificações por perfil
O cadastro do usuário também permite ajustar notificações.
| Notificação | Quando ativar |
|---|---|
| Reproduzir som de nova mensagem | Para operadores que acompanham mensagens em tempo real. |
| Reproduzir som de novo chat | Para operadores que precisam reagir rapidamente a novas conversas. |
| Oportunidade atribuída ou vencida por e-mail | Para responsáveis comerciais que precisam ser avisados sobre oportunidades e prazos. |
Padronize notificações por função. Operadores de atendimento normalmente precisam de alertas de mensagens; gestores podem preferir relatórios e alertas por exceção.
Use funções para liberar telas e ações
Funções são conjuntos de permissões. Elas definem quais telas e ações um usuário não administrador pode acessar.
Campos principais:
| Campo | Como usar |
|---|---|
| Nome da função/cargo | Use nomes por responsabilidade real, como Operador de Atendimento, Supervisor de Atendimento, Gestor Comercial ou Administrador de Configuração. |
| Permissões da função | Selecione as ações e áreas que o perfil pode acessar. |
Boas práticas:
- crie poucas funções, bem nomeadas e reutilizáveis;
- evite uma função diferente para cada pessoa;
- separe operação, gestão e administração;
- revise funções depois de criar novos canais, automações ou módulos;
- teste a função com um usuário comum antes de liberar para a equipe.
Exemplo de desenho inicial:
| Perfil | Acesso recomendado |
|---|---|
| Operador de atendimento | Flow, conversas distribuídas, registros próprios, tarefas e leitura dos dados necessários para atender. |
| Operador comercial | Leads, oportunidades, tarefas, contatos, empresas e comunicação necessária para follow-up. |
| Supervisor | Visão do time por equipe organizacional, relatórios, monitoramento de exceções, redistribuição e acompanhamento de qualidade. |
| Gestor | Relatórios, funis, indicadores, equipes e leitura gerencial. |
| Administrador | Configuração, canais, usuários, permissões, automações, integrações e governança. |
Diferencie equipe de distribuição e equipe organizacional
A Agilize possui dois conceitos que podem parecer parecidos, mas servem a objetivos diferentes.
| Conceito | Para que serve | Campos principais |
|---|---|---|
| Equipe de distribuição | Agrupa usuários para distribuição, operação, suporte e organização de responsáveis. | Nome, descrição e usuários. |
| Equipe organizacional | Representa times, supervisores e subequipes usados em escopo de dados, supervisão e relatórios. | Nome, descrição, equipe pai, supervisores e usuários. |
Use Equipe de distribuição quando a pergunta for “quem pode receber ou operar esta demanda?”. Use Equipe organizacional quando a pergunta for “a qual time essa pessoa pertence, quem supervisiona esse time e quais dados de equipe podem ser consultados?”.
Configure equipes de distribuição
As equipes de distribuição são úteis para organizar operação e responsabilidades.
Campos principais:
| Campo | Como usar |
|---|---|
| Nome | Use nomes claros, como Atendimento N1, Vendas Inside, Suporte Técnico ou Retenção. |
| Descrição | Explique quando a equipe deve receber demandas. |
| Usuários | Inclua as pessoas que fazem parte da equipe operacional. |
Boas práticas:
- crie equipes por rotina operacional, não por organograma complexo;
- evite nomes genéricos como Time 1 ou Equipe Geral;
- remova usuários que mudaram de área;
- revise equipes usadas em suporte, roteamento, relatórios e automações antes de excluir ou renomear.
Configure equipes organizacionais
As equipes organizacionais ajudam a controlar escopo de dados, supervisão e leitura por grupo. Elas são o caminho recomendado para dar visão de time a supervisores e líderes sem transformar essas pessoas em administradores.
Campos principais:
| Campo | Como usar |
|---|---|
| Nome | Nome do time, célula, regional ou área. |
| Descrição | Contexto da equipe e sua responsabilidade. |
| Equipe pai | Define hierarquia entre equipes. Não use a própria equipe como pai. |
| Supervisores | Usuários que supervisionam a equipe e podem acompanhar registros do time e subequipes nas áreas que aplicam escopo por responsável/equipe. |
| Usuários | Pessoas vinculadas à equipe organizacional. |
Ao usar hierarquia, mantenha a árvore simples. Estruturas muito profundas dificultam auditoria, relatórios e entendimento de quem pode ver o quê.
Exemplo: um líder comercial não precisa ser administrador para acompanhar as oportunidades do time. Configure uma função com acesso às telas necessárias, vincule os vendedores à equipe organizacional correta e coloque o líder como supervisor dessa equipe. Assim, relatórios e cadastros que respeitam escopo por equipe passam a trabalhar com a visão do time.
Revise escopo de registros próprios
A opção Registros próprios é importante para operações em que cada pessoa deve ver apenas o que está atribuído a ela.
Use quando:
- operadores não devem acessar a carteira de outros usuários;
- cada vendedor trabalha sua própria carteira;
- a operação precisa reduzir exposição de dados;
- o time usa supervisores para acompanhar grupos sem liberar visão total para todos.
Evite quando:
- a equipe trabalha em fila compartilhada sem dono fixo;
- todos precisam assumir demandas uns dos outros;
- o processo depende de busca ampla em contatos, empresas ou histórico.
Depois de ativar essa opção, teste com um usuário realista. O usuário deve conseguir fazer a rotina diária sem depender de acesso administrativo.
Checklist de validação:
- operador comum vê apenas a própria carteira quando essa for a política;
- supervisor vê a própria carteira e os registros do time quando estiver configurado na equipe organizacional;
- gestor acessa os relatórios necessários sem receber permissão administrativa indevida;
- filtros por responsável, equipe e período retornam dados esperados;
- contatos, empresas, oportunidades, suportes e tarefas aparecem conforme o responsável e o escopo definido.
Fluxo recomendado de implantação
- Crie ou revise as funções.
- Crie equipes de distribuição.
- Crie equipes organizacionais e supervisores, se houver hierarquia.
- Crie os usuários com e-mail individual.
- Defina função, equipe organizacional e flags operacionais.
- Ative apenas usuários que já devem acessar a plataforma.
- Teste login e navegação com um usuário comum.
- Valide recebimento de conversa, visualização de CRM, tarefas, suporte e relatórios conforme o perfil.
- Ajuste permissões antes do go-live.
Revisão periódica de acesso
Faça uma revisão em ciclos definidos, principalmente depois de mudança de time, desligamento, troca de função ou implantação de novos módulos.
Checklist:
- usuários inativos foram desativados?
- existem usuários compartilhados ou sem dono claro?
- administradores ainda precisam ser administradores?
- funções têm permissões compatíveis com a rotina atual?
- operadores com Registros próprios conseguem trabalhar sem bloqueios indevidos?
- supervisores estão vinculados às equipes organizacionais corretas?
- líderes não administradores conseguem ver os registros do time sem receber acesso de administrador?
- relatórios respeitam a equipe organizacional e a flag Registros próprios?
- usuários que não atendem continuam recebendo transferências de conversa?
- equipes usadas em roteamento, suporte ou automações ainda existem e estão atualizadas?
- notificações estão adequadas ao perfil de cada pessoa?
Problemas comuns
| Sintoma | Possível causa | Como corrigir |
|---|---|---|
| Usuário não consegue acessar a plataforma | Usuário desativado, senha inválida ou conta sem configuração adequada. | Verifique se o usuário está ativo e redefina a senha, se necessário. |
| Usuário não vê uma tela | Função sem permissão ou área administrativa restrita. | Revise a função do usuário e teste com acesso não administrativo. |
| Usuário vê a tela, mas não vê registros | Restrição por registros próprios, equipe organizacional, projeto ou responsável. | Verifique atribuição dos registros, vínculo de equipe organizacional, supervisores e flag de registros próprios. |
| Supervisor não vê dados do time | Usuários fora da equipe organizacional, supervisor não vinculado ou função sem acesso à tela. | Vincule usuários à equipe organizacional correta, coloque o líder como supervisor e revise a função. |
| Relatório mostra menos dados que o esperado | Escopo por usuário/equipe, filtros de responsável ou ausência de campo compatível com escopo. | Revise equipe organizacional, Registros próprios, filtros do relatório e fonte de dados escolhida. |
| Usuário não aparece para transferência de conversa | Opção de não receber transferências ativada ou usuário fora do perfil operacional. | Revise a configuração de transferências e se ele deve atuar como agente. |
| Usuário não recebe conversas receptivas | Agente de Chat desativado ou configuração de canal/roteamento incompleta. | Ative o perfil de agente quando fizer sentido e revise canais/roteamento. |
| E-mail não pode ser alterado | Alteração protegida para usuários não administradores. | Faça a alteração com administrador ou crie processo interno de revisão. |
| Função parece correta, mas o acesso continua bloqueado | A tela ou ação pode exigir regra adicional de administrador, projeto ou escopo. | Revise a tela específica, o papel do usuário e se a conta/projeto está correto. |
Boas práticas de segurança
- Nunca compartilhe senha entre usuários.
- Use administrador apenas para administração.
- Prefira funções por perfil de trabalho.
- Remova acesso antes de desligamentos ou mudanças sensíveis.
- Revise permissões antes de liberar novos módulos.
- Use equipes organizacionais para escopo de dados, supervisão e relatórios; elas não substituem permissões de tela e ação.
- Use equipes de distribuição para operação e roteamento, não como organograma completo.
- Documente quem aprova criação de usuários, alteração de função e concessão de administrador.
Próximos passos
Depois de configurar usuários, equipes e permissões, revise:
- Configuração inicial da conta;
- Escopo de dados por equipe organizacional;
- Canais e integrações;
- Funis, etapas e origens;
- guias de roteamento, distribuição e segurança operacional quando forem publicados.
