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Automações administrativas

Como governar criação, testes, ativação, pausa, ownership e auditoria de automações na Agilize.

Administrador

Automações administrativas

Automações administrativas são as regras que sustentam processos recorrentes da operação: distribuição, tarefas, tags, mensagens, listas, integrações e mudanças de status. Elas precisam de governança porque podem alterar dados, acionar clientes e impactar equipes inteiras.

Use este guia para manter automações controladas, rastreáveis e seguras.

Onde configurar

As automações ficam em https://my.agilize.app/crm/automation.

Cada automação deve ter entidade, evento, status de ativação, regra de reexecução e fluxo visual. A configuração deve ser feita por administradores ou responsáveis pelo processo.

Defina ownership

Antes de criar uma automação, defina quem responde por ela.

PapelResponsabilidade
Dono do processoDecide objetivo, regra de negócio e exceções.
Administrador da plataformaConfigura, testa, ativa e mantém a automação.
Gestor da área impactadaConfirma se a regra combina com a rotina do time.
Operadores afetadosValidam se tarefas, mensagens e responsáveis fazem sentido no dia a dia.

Uma automação sem dono tende a ficar ativa depois que o processo muda. Isso cria tarefas indevidas, mensagens fora de contexto e dados difíceis de auditar.

Nome e descrição operacional

Use nomes que deixem claro:

  • entidade acompanhada;
  • evento de disparo;
  • objetivo;
  • público ou etapa afetada;
  • versão ou contexto, quando houver.

Exemplos:

Bom nomePor quê
Lead criado - distribuir SDR inboundMostra entidade, evento e destino.
Lead proposta - follow-up 2 diasMostra etapa e prazo.
Empresa atualizada - tarefa revisão CSMostra ação e área responsável.

Evite nomes como teste, automação nova, fluxo 1 ou campanha antiga.

Ciclo de vida recomendado

Governança da automação
Carregando diagrama...
Toda automação deve passar por desenho, teste, ativação controlada e revisão.

Crie desativada

Enquanto desenha a regra, mantenha a automação desativada. Isso permite ajustar condições, ações e saídas sem afetar dados reais.

Antes de ativar, confirme:

  • se entidade e evento estão corretos;
  • se a condição inicial limita o cenário;
  • se cada ação tem responsável, canal e dados suficientes;
  • se esperas e revalidações evitam ações duplicadas;
  • se existe saída para cada caminho;
  • se mensagens usam modelos válidos e variáveis preenchidas;
  • se tarefas têm prazo, descrição e dono.

Teste com registros controlados

Teste a automação com poucos registros conhecidos. O teste deve cobrir:

  • caminho principal;
  • condição que não deve executar;
  • registro sem telefone ou e-mail, quando relevante;
  • oportunidade que muda de etapa durante a espera;
  • caso com cliente que respondeu;
  • execução com responsável esperado;
  • histórico gerado.

Se a automação envia mensagem, valide o texto final, variáveis e canal antes de ativar.

Ative gradualmente

Ao ativar, acompanhe as primeiras execuções. Para regras de alto impacto, prefira ativar em horário monitorado, com gestor disponível para revisar resultados.

Evite ativar automações novas antes de feriados, fins de semana ou períodos sem equipe acompanhando a operação.

Quando pausar

Pause uma automação quando:

  • o processo mudou;
  • uma mensagem está saindo com variável incorreta;
  • a condição inicial ficou ampla demais;
  • há tarefa duplicada;
  • um canal foi desconectado;
  • uma integração externa está instável;
  • o time pediu revisão da regra;
  • há dúvida sobre impacto comercial ou atendimento.

Pausar é mais seguro do que editar uma regra ativa sem entender o histórico.

Auditoria e revisão

Revise automações ativas em ciclos definidos. Uma revisão mensal costuma ser suficiente para regras estáveis; cadências comerciais e mensagens automáticas merecem revisão mais frequente.

Checklist de auditoria:

  • a automação ainda tem dono?
  • o nome ainda representa o processo atual?
  • a condição inicial continua correta?
  • o evento ainda faz sentido?
  • a reexecução por entidade está correta?
  • as mensagens continuam aprovadas e atuais?
  • as tarefas ainda têm responsável correto?
  • há execução duplicada?
  • existem automações com objetivo sobreposto?
  • há automações antigas que podem ser pausadas?

Boas práticas

  • Use uma automação por objetivo principal.
  • Documente o motivo da regra na descrição operacional do processo.
  • Não misture etapas comerciais muito diferentes no mesmo fluxo.
  • Prefira condição inicial restrita.
  • Revalide depois de aguardar prazo.
  • Evite reexecução por entidade sem justificativa.
  • Crie saída segura para todos os caminhos.
  • Revise mensagens automáticas com a área responsável.
  • Use tarefas quando a decisão precisa de contexto humano.

Automações bem governadas reduzem esforço operacional. Automações sem dono aumentam ruído, duplicidade e risco de contato indevido.